Brincadeira é coisa séria

Brincadeira é coisa séria

Com a Psicomotricidade Relacional a criança consegue revelar o que se passa em seu mundo interior

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O mundo está caminhando numa velocidade insana e muitas vezes os primeiros afetados por tanta correria são as crianças. É comum percebermos que estão agitadas, agressivas, inibidas, dependentes ao extremo ou sem limites. Muitas vezes percebemos que estão com a autoestima baixa, com medos e inseguranças, que certamente comprometem o aprendizado na escola e principalmente o convívio social. Mas como conseguir que uma criança pare, como despertar nela o desejo de aprender, a concentração ou mesmo a superação de desafios?

Uma das respostas que tem se mostrado mais eficazes vem sendo a Psicomotricidade Relacional, metodologia criada pelos franceses André e Anne Lapierre, que em Curitiba e em Fortaleza conta com um centro de referência, o CIAR, sob a direção geral do Prof. Dr. Leopoldo Vieira. Trata-se de uma prática preventiva e terapêutica, que permite que crianças e adolescentes expressem seus conflitos e supere-os, pela via do brincar espontâneo e do jogo simbólico. O sucesso do método está no fato de que a criança e o adolescente conseguem contar de si e expressar de modo espontâneo o que se passa em seu interior, por meio do jogo e do movimento, tendo o psicomotricista relacional como seu parceiro simbólico. “Elas expressam seus desejos e dificuldades e conseguem elaborar suas questões por meio dessa prática que prioriza a linguagem infraverbal e foca, acima de tudo, as suas potencialidades”, explica Leopoldo.bricadeira-e-coisa-seria-03

O método oportuniza os estímulos necessários para que as dificuldades comportamentais, sociais, cognitivas, psicomotoras e emocionais sejam elaboradas, incentivando o aprendizado, a criatividade, a concentração, a elevação da autoestima e a aceitação de limites e frustrações. “Após perceber seu potencial, a criança tem os elementos necessários para superar suas dificuldades e para buscar, com autonomia, uma vida mais equilibrada e feliz”, destaca.

COMO FUNCIONA?

São realizadas sessões semanais com uma hora de duração, individuais ou em grupo, respeitando-se as faixas etárias. Nessas sessões profissionais especializados intervém de forma lúdica priorizando o brincar simbólico, o movimento espontâneo e a linguagem tônica para que a criança e o adolescente possam falar de si, contatar com seu desejo, elaborar conflitos e desenvolver-se na busca de uma vida melhor e mais saudável. São realizadas orientações aos pais, reuniões nas escolas e com outros profissionais envolvidos.

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1. COMPORTAMENTO

Ajusta positivamente a agressividade, inibição, falta de limites, baixa tolerância à frustração, hiperatividade.

2. APRENDIZAGEM

Desperta o desejo para aprender; eleva o rendimento escolar; minimiza as dificuldades de expressão motora, verbal ou gráfica; melhora a orientação espaço-temporal, aumenta a capacidade de assimilar novos conteúdos; reduz distúrbios de atenção; desenvolve o potencial criativo, entre outros.

3. SOCIALIZAÇÃO

Facilita a integração em grupos sociais, potencializa o desejo de participar de atividades grupais e eleva a capacidade para enfrentar situações novas.

Fonte: revistaviver.com.br
Fotos: divulgação Ciar

Estimular a psicomotricidade da criança

Estimular a psicomotricidade da criança

O Estimulo da psicomotricidade na criança

O bebê começa por perceber o mundo através do seu próprio corpo. As sensações de satisfação e de insatisfação, a dor, sensações visuais, auditivas, permitem-lhe situar-se no mundo e interagir com ele.

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A psicomotricidade utiliza o corpo em movimento, como meio de relação da criança consigo própria, com o terapeuta e, também com o espaço, o tempo e os objetos.

Durante a primeira infância, há o predomínio da exploração através dos sentidos. Neste estágio, revela-se muito importante a valorização das ações da criança e o incentivo à exploração de todas as formas possíveis de expressão, expressão motora, gráfica, verbal, sonora, plástica, etc.

Para que serve o treino de psicomotricidade?

A intervenção ao nível da psicomotricidade pode também ser usada na sua vertente preventiva. Há a intenção de promover e estimular o desenvolvimento, incluindo a melhoria/manutenção de competências de autonomia ao longo de todas as fases da vida de um indivíduo.

Durante a infância, uma intervenção ao nível da psicomotricidade vai potencializar o desenvolvimento da função simbólica; das habilidades corporais como o equilíbrio, coordenação, orientação espacial e temporal. Para além disso, estimula a um melhor entendimento sobre si mesma e, por consequência, uma melhor compreensão em relação às outras pessoas e ao seu ambiente/envolvimento.

Como estimular a psicomotricidade?

A psicomotricidade estimula-se através de jogos como por exemplo jogos funcionais ou motores, cuja função é dar harmonia aos gestos e aumentar a sua eficácia;

Pode também recorrer-se a jogos simbólicos ou de imaginação, que favorecem a passagem do nível sensório-motor para o nível da representação;

Por seu turno, os jogos de construção, permitem uma evolução mais rápida para uma adaptação mais precisa à realidade;

Os jogos com regras, facilitam o desenvolvimento da cooperação.

Texto: Teresa Paula Marques
Fonte Site: Psicologia do Brasil

Brincar é estruturante

Brincar é estruturante

A ocupação preferida das crianças é a brincadeira e os jogos, já nos dizia Freud em 1907.

É através do brincar ou das brincadeiras que elas exploram o mundo e também podem se “apropriar” da realidade e dessa forma transformá-la.

Enquanto brinca a criança se diverte, aprende, se desenvolve orgânico e psiquicamente. Primeiro brinca com sua mãe (quando esta brinca com ela), e nesse momento existe “um playground” entre os dois, como bem situou Winnicott, depois ela brinca com seu corpo e posteriormente com seus colegas de jogos.

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Também é através dos jogos e brincadeiras que as crianças mostram seu desejo de crescer. Não é por acaso, que brincam de serem adultos (fingem que são os pais, os professores, etc.).

A criança é um sujeito em constituição e ela se desenvolve através da mediação com o Outro, e o brincar é um meio. Pois através dele, ela imagina, cria de acordo com seu mundo interno, de acordo com suas fantasias, seus medos e desejos.

Ela se comunica e nos transmite uma mensagem, simboliza o mundo real e isso é fundamental para o desenvolvimento de sua subjetividade, pois ela pode viver ativamente aquilo que outrora viveu passivamente.

Por exemplo, quando elas levam uma bronca ou quando tem que tomar uma injeção, brincam, encenam que são elas as que estão na posição ativa e dão bronca ou tratam e cuidam de seus bonecos. Como se elas fossem os adultos.

Nesse momento elas passam de uma posição de assujeitamento a uma posição de sujeito da ação. Aqui elas experimentam serem as detentoras da situação em vez de estarem assujeitadas ao outro.

Na análise vimos claramente isso acontecer, quando a criança nos mostra, nos ‘dizem’ com o jogo ou a brincadeira aquilo que a está angustiando, seus medos, seus fantasmas e assim podem simbolizar algo que viveu ou está vivendo e está sendo difícil.

 

Através do brincar ela se distancia de um real angustiante ou até aterrorizante, e quando faz isso, se alivia. Quando encena jogo com monstros, guerras, luta do bem contra o mal, ela representa suas pulsões destrutivas em vez de bater, brigar, machucar o outro, ou se machucar.

É a forma com a qual ela pode ‘dominar’ uma realidade ruim.

O brincar é tão importante que o sujeito não o abandona, apenas o substitui. Quando cresce, “brinca” com suas fantasias.

E quando brincar não é possível por conta dos acúmulos de tarefas ou horas paradas diante da tv ou de jogos eletrônicos, temos um problema. Pois a criança perderá a oportunidade de elaborar um real angustiante ou ameaçador e ficará muito tempo na posição passiva diante do Outro. Quer seja: adultos, tv, qualquer outro que a impossibilite de exercitar, de criar e transformar algo.

Perguntaram para uma criança porque era tão importante para ela brincar. “Porque quando a gente não pode fazer alguma coisa, a gente brinca que pode “.

 

E quando as crianças não podem colocar em palavras ou nas brincadeiras e jogos, aquilo que querem ou sentem, mostram esse mal-estar no corpo através das doenças e sintomas.

Fonte: Blog da Escuta
Matéria: Andreneide Dantas

 

Psicomotricidade Relacional: Técnica auxilia crianças com dificuldades de relacionamento

Psicomotricidade Relacional: Técnica auxilia crianças com dificuldades de relacionamento

A “Psicomotricidade Relacional” é uma técnica que utiliza os movimentos e as brincadeiras para identificas as dificuldades das crianças e valorizar suas potencialidades.

A técnica deriva de outras atividades funcionais como a fisioterapia e a educação física, porém tem o objetivo de fazer com a criança se expresse de maneira autêntica melhorando o relacionamento com familiares e amigos.

Fonte: RICTV Florianópolis
Fonte de video: Canal Grupo RIC Santa Catarina