Na velhice perdura o que não envelhece, isso indica que lá (no corpo) habita o infantil, lá se encontram os traços que nos acompanham durante toda vida e não morrem (Angela Mucida, 2006).
É o resgate desse infantil através das brincadeiras, valorizando e potencializando o que há de positivo no sujeito e excluindo a visão organicista que foca na falta, no defeito e na problemática, o que se explora na Psicomotricidade Relacional com Idosos.
E, brincando, como propõe Lapierre, proporcionar um espaço simbólico, de movimento criativo, de prazer, de resgate das memórias, e principalmente, um espaço de ação. Muito além dos movimentos anatômicos mecanicistas e estereotipados. Nessa metáfora do mover-se no brincar, integrar na vida o mover-se para ser. Dessa maneira, podendo potencializar as melhorias globais: motoras, afetivas e cognitivas e o equilíbrio nas relações afetivas e sociais.
